sexta-feira, 22 de abril de 2011

O sentido do aprendizado

Para qualquer aprendizado em nossa vida precisamos passar por três etapas. Conhecer, entender e aplicar.
Em primeiro lugar, passamos por uma fase de adaptação, de conhecimento. Uma sondagem. É o momento de sabermos do que se trata aquilo que surgiu a nossa volta. Necessitamos saber reconhecer isso em qualquer lugar, pois era algo que antes passava despercebido, sem que pudéssemos ver alguma importãncia. Temos que investigar, ficar intrigados, enxergar o que aquilo lhe pode ser útil. Simplesmente queremos conhecer, nada que nos tome muito tempo, mas que possa nos trazem informações importantes, informações que nos deem base para que possamos julgar a relevância de um todo. Sem essa fase nenhum conhecimento será de alguma utilidade.
Após isso temos a fase do entender. É a fase mais interessante do aprendizado, e também a de maior importância, pois é nela em que você dedica todo o seu tempo àquilo. É nesse momento em que você por vezes fica tão fascinado com o que está descobrindo que parece que todos os assuntos têm uma certa ligação. Neste momento você parece assimilar tudo com maior facilidade, e realmente o está fazendo. Você gosta do que faz, gosta do que aprende, e se sente satisfeito em querer saber mais e mais, cada vez mais. Coletando o máximo de informações possível do maior número de fontes atingíveis para tentar saciar a sede de conhecimento que aflora em sua mente. Tudo é novidade, tudo é atraente, portanto, tudo desperta interesse. Aí chega uma hora que você para e pensa. "Pra que eu estou fazendo isso?".
Então chegamos ao momento final. O momento de botarmos nossas ideias em ordem. De fazermos tudo o que conseguimos até o momento ter algum sentido. É a hora de usarmos todo o conhecimento adquirido para algo maior, algo que nunca havíamos pensado antes, algo novo. Sentimos a necessidade de juntar tudo para criar algo novo. As vezes não é a necessidade de criar, mas simplesmente de dar um novo sentido a nossas vidas, uma visão diferente do mundo ao nosso redor. Ter uma nova perspectiva de vida a partir do que conseguimos. O problema é que muitas das vezes sentimos tudo isso, mas não sabemos como reagir, pois temos o conhecimento, a vontade de mudar, e não temos a mínima noção de como fazê-lo, de como botar o que aprendemos em prática. Não temos ideias de como avançar e é aí que temos pensar, parar e analisar como proceder. Por vezes descobrimos que precisamos da ajuda de alguém[P2], por outras vemos que a solução está dentro de nós mesmos, só que numa profundidade tão grande de nós que temos que passar de dias até meses, ou mesmo anos, investigando dentro de nós atrás de uma situação vivida que remeta em algo que nos traga a luz[P1] que precisamos para conseguirmos aplicar a nossa agora teoria que passamos tanto tempo a desenvolver. Que nos custou tantos dias reflexivos, evitando contatos para trabalhar em nossa tese psicológica, as vezes até acadêmica, para termos o alicerce no qual será fundada a nossa obra definitiva. Então quando a vemos aplicada podemos ter a sensação de dizer que tudo aquilo "foi fruto do meu esforço". Uma frase já desgastada pelo uso, mas que para cada um de nós tem sentido próprio e individual para designar a nossa realização em nos deparar com algo definitivamente nosso e poder sentir orgulho disso sem precisar do alvará de ninguém.

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